(...) Pois é,
E mais uma vez você errou,
Pela milionésima vez,
Novamente errou!
Pois é,
Uma a mais ou uma a menos
Tanto faz,
Em nenhuma delas você foi vítima,
Talvez não faça a diferença.
Pois é,
E mais uma vez a história se repete
Com as mesmas características,
Com o mesmo sabor;
De novo as mesmas mentiras,
Como sempre seu ego (...)
Ego de egoísmo!
Luan César, 2009
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Um amor para dois
Poderia agora mesmo mentir, falar que gostei do que vi;
Poderia juntar o útil ao agradável e fazer valer, valer aminha angústia;
Queria mais do que tudo te beijar, apenas te beijar;
Um dia sentir teu colo acolhedor, deitar-me sobre teu manto, amar-te;
Poderia cumprimentar-te sem desejos carnais;
Poderia jurar nem te tocar, apenas em lembrança;
Poderia ser utópico o bastante para imaginar que um dia iria te possuir;
Apanharia da tua inconstância, mas desfrutaria da tua significante feição astral;
Levaria décadas para te esquecer, minutos para me entregar de verdade a ti. O que falta?
Faltaria verdade em ti, ousadia em mim, carícias de nos dois;
Vontades e desejos, um amor para dois.
Luan César, 31 de Janeiro de 2006
Poderia juntar o útil ao agradável e fazer valer, valer aminha angústia;
Queria mais do que tudo te beijar, apenas te beijar;
Um dia sentir teu colo acolhedor, deitar-me sobre teu manto, amar-te;
Poderia cumprimentar-te sem desejos carnais;
Poderia jurar nem te tocar, apenas em lembrança;
Poderia ser utópico o bastante para imaginar que um dia iria te possuir;
Apanharia da tua inconstância, mas desfrutaria da tua significante feição astral;
Levaria décadas para te esquecer, minutos para me entregar de verdade a ti. O que falta?
Faltaria verdade em ti, ousadia em mim, carícias de nos dois;
Vontades e desejos, um amor para dois.
Luan César, 31 de Janeiro de 2006
domingo, 18 de abril de 2010
Velha infância
Ah velhos e bons amigos,
Que saudade das companhias sórdidas
De um final de semana inconstante!
O sentimento da clausura que vivo
Reflete-me lembranças soltas de como éramos felizes
Com o pouco que tínhamos naquela época de bons frutos.
De olho no álbum de orkut
Percebo que o tempo passou
E que me trouxe rugas de expressão e angústia
De tudo que deixei para trás no meu interior.
Falta não apenas das monótonas tardes de domingo,
Mas também das eternas noites de sábado,
Onde na curvinha, falávamos da vida
E de um futuro que não era real.
Ah velha infância!
Hoje perdida nos becos sem saída
Da grande metrópole.
Amigos, saudades da nossa inocência;
Ah, nunca esquecerei da inocência,
Aquela mesma que nos fez cair em tantas enrascadas,
Que nos levou á beiras de abismos,
E que nos deu carga para sermos o que somos hoje,
Intrusos de um mundo que ainda não conhecemos.
Pois é, velhos e saudosos tempos
Que não voltam mais;
Lembranças gostosas e cheias de vitalidade;
Ainda frescas na memória de um pen drive,
Ainda existentes em um álbum de orkut,
Ainda guardadas num cantinho do meu quarto,
Ainda existente numa memória chamada coração!
Luan César, 12 de Abril de 2008.
Que saudade das companhias sórdidas
De um final de semana inconstante!
O sentimento da clausura que vivo
Reflete-me lembranças soltas de como éramos felizes
Com o pouco que tínhamos naquela época de bons frutos.
De olho no álbum de orkut
Percebo que o tempo passou
E que me trouxe rugas de expressão e angústia
De tudo que deixei para trás no meu interior.
Falta não apenas das monótonas tardes de domingo,
Mas também das eternas noites de sábado,
Onde na curvinha, falávamos da vida
E de um futuro que não era real.
Ah velha infância!
Hoje perdida nos becos sem saída
Da grande metrópole.
Amigos, saudades da nossa inocência;
Ah, nunca esquecerei da inocência,
Aquela mesma que nos fez cair em tantas enrascadas,
Que nos levou á beiras de abismos,
E que nos deu carga para sermos o que somos hoje,
Intrusos de um mundo que ainda não conhecemos.
Pois é, velhos e saudosos tempos
Que não voltam mais;
Lembranças gostosas e cheias de vitalidade;
Ainda frescas na memória de um pen drive,
Ainda existentes em um álbum de orkut,
Ainda guardadas num cantinho do meu quarto,
Ainda existente numa memória chamada coração!
Luan César, 12 de Abril de 2008.
O fim do compromisso de amar
O compromisso sério de te beijar
Fez-me perceber que não era tão fácil
Querer-te bem.
Toda aquela monótona relação de namorados
Quebrou com as expectativas de viver,
Na realidade vivia mais a tua que aminha própria.
Buscava na melodia das horas uma conclusão,
Resolvi buscar no silêncio ou na lágrima
Um fim temeroso para a rotina.
Desgastaram-se os beijos, os abraços e os amassos;
Restou a tua grosseria que marcou a manhã de sábado;
O compromisso “descompromissou-se” imediatamente,
Amo-te, mas não te amo mais.
Luan César, 25 de Setembro de 2006.
Fez-me perceber que não era tão fácil
Querer-te bem.
Toda aquela monótona relação de namorados
Quebrou com as expectativas de viver,
Na realidade vivia mais a tua que aminha própria.
Buscava na melodia das horas uma conclusão,
Resolvi buscar no silêncio ou na lágrima
Um fim temeroso para a rotina.
Desgastaram-se os beijos, os abraços e os amassos;
Restou a tua grosseria que marcou a manhã de sábado;
O compromisso “descompromissou-se” imediatamente,
Amo-te, mas não te amo mais.
Luan César, 25 de Setembro de 2006.
Obsessão
A brisa do amanhecer já pinta no céu negro da noite que mais uma vez passei em claro;
O relógio já marca cinco, o desespero começa tomar conta de mim;
O silêncio continua a silenciar a melodia de todas as noites;
A cabeça gira com a loucura que agora toma conta do meu ser;
Cadê você obsessão?
A razão não rege mais o meu corpo, a emoção toma o trono e me contamina de vontades;
Os desejos me atiçam a alma;
Ferozmente me jogo na cama e tua imagem reflete-se ali, bem na minha frente;
Penso na sua beleza, no seu jeito de me olhar;
A obsessão aumenta;
Corro para a janela, procuro sua magnitude nas ruas que agora são cor de prata;
Por detrás daquela serra vejo o sol nascer;
O dia chega junto coma desilusão;
A solidão marca mais uma vez minh’alma;
Sua meiguice e doçura se perderam na escuridão daquela noite;
Olho para a minha nua cama, a visão ofusca mais uma vez;
O delírio do desespero renova-se;
Ainda te quero e o fogo é eterno;
Novas noites virão;
Mais longas esperar e ataques de loucura;
Amo-te mesmo assim, obsessão.
Luan César, 03 de Julho de 2006.
O relógio já marca cinco, o desespero começa tomar conta de mim;
O silêncio continua a silenciar a melodia de todas as noites;
A cabeça gira com a loucura que agora toma conta do meu ser;
Cadê você obsessão?
A razão não rege mais o meu corpo, a emoção toma o trono e me contamina de vontades;
Os desejos me atiçam a alma;
Ferozmente me jogo na cama e tua imagem reflete-se ali, bem na minha frente;
Penso na sua beleza, no seu jeito de me olhar;
A obsessão aumenta;
Corro para a janela, procuro sua magnitude nas ruas que agora são cor de prata;
Por detrás daquela serra vejo o sol nascer;
O dia chega junto coma desilusão;
A solidão marca mais uma vez minh’alma;
Sua meiguice e doçura se perderam na escuridão daquela noite;
Olho para a minha nua cama, a visão ofusca mais uma vez;
O delírio do desespero renova-se;
Ainda te quero e o fogo é eterno;
Novas noites virão;
Mais longas esperar e ataques de loucura;
Amo-te mesmo assim, obsessão.
Luan César, 03 de Julho de 2006.
No cantinho do meu quarto
Busquei no mar,
Na floresta.
Fui até o sol;
Vi a lua beijar o mar
Uma vida deflagrar, mais uma vitória prestes a conquistar.
Busquei na Corte Inglesa,
No Palácio.
Fui até a Idade da Pedra
Vi Caim matar Abel
Uma vida acabar
Mais uma história me emocionar.
Busquei em casa
Num cantinho do meu quarto
Fui até a infância
Vi minha mãe me amamentar
Uma vida linda começar.
Fechei o álbum de fotografias, chorei;
Ela estava comigo o tempo todo
Eu não a notei.
Hoje busco o amor que perdi
Imagino, finjo que vi;
Procuro nos outros o peito materno
O abraço quente e sincero
O da minha mãe, que hoje tanto quero.
Luan César – 14/09/05.
A grande chegada
Saudade louca, explosiva;
Demasiadamente saudade.
Saudade, expressão divina,
Sempre que pode nos alucina.
É mista de amor e dor.
Saudade sufocante,
Simplesmente delirante,
Vem pra machucar.
Abala emocionalmente,
E a nossa mente,
Parece que vai estourar.
Saudade às vezes construtiva,
De repente a adrenalina
Começa a entusiasmar.
Corrói o coração e a alma,
Angústia avassala,
A ansiedade nunca falha
Na hora da grande chegada.
Luan César, 27 de Abril de 2005.
Demasiadamente saudade.
Saudade, expressão divina,
Sempre que pode nos alucina.
É mista de amor e dor.
Saudade sufocante,
Simplesmente delirante,
Vem pra machucar.
Abala emocionalmente,
E a nossa mente,
Parece que vai estourar.
Saudade às vezes construtiva,
De repente a adrenalina
Começa a entusiasmar.
Corrói o coração e a alma,
Angústia avassala,
A ansiedade nunca falha
Na hora da grande chegada.
Luan César, 27 de Abril de 2005.
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