domingo, 18 de abril de 2010

Obsessão

A brisa do amanhecer já pinta no céu negro da noite que mais uma vez passei em claro;
O relógio já marca cinco, o desespero começa tomar conta de mim;
O silêncio continua a silenciar a melodia de todas as noites;
A cabeça gira com a loucura que agora toma conta do meu ser;
Cadê você obsessão?
A razão não rege mais o meu corpo, a emoção toma o trono e me contamina de vontades;
Os desejos me atiçam a alma;
Ferozmente me jogo na cama e tua imagem reflete-se ali, bem na minha frente;
Penso na sua beleza, no seu jeito de me olhar;
A obsessão aumenta;
Corro para a janela, procuro sua magnitude nas ruas que agora são cor de prata;
Por detrás daquela serra vejo o sol nascer;
O dia chega junto coma desilusão;
A solidão marca mais uma vez minh’alma;
Sua meiguice e doçura se perderam na escuridão daquela noite;
Olho para a minha nua cama, a visão ofusca mais uma vez;
O delírio do desespero renova-se;
Ainda te quero e o fogo é eterno;
Novas noites virão;
Mais longas esperar e ataques de loucura;
Amo-te mesmo assim, obsessão.


Luan César, 03 de Julho de 2006.

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